Altino do PSTU, muito Prazeres!

Altino Prazeres, do PSTU participa de sabatina com os candidatos à prefeitura de São Paulo Crédito: Gabriela Gonçalves/CBN
Altino Prazeres, do PSTU participa de sabatina com os candidatos à prefeitura de São Paulo
Crédito: Gabriela Gonçalves/CBN

Maranhense, 49 anos, pai de duas filhas, ex operário químico no estado de Pernambuco onde presidiu o Sindicato dos Trabalhadores de Indústrias Químicas, bacharel em matemática, atualmente condutor de trens na Cia do metropolitano de São Paulo concorre pela primeira vez a uma eleição, embora seja um militante histórico PSTU há alguns anos. Muito ‘Prazeres’ Altino.

Brincadeiras à parte, o candidato socialista como costumeiramente o faz pareceu bastante firme em suas respostas, questionando na arguição inicial relativa à abrangência do seu programa Altino colocou a importância dos candidatos se posicionarem em relação a debates mais gerais em especial aos temas nacionais, falou em relação às principais palavras de ordem do partido como a cassação de Eduardo Cunha, os ataques de Temer tais como a reforma da previdência, flexibilização da CLT, defendeu a necessidade de uma greve geral para lutar contra os referidos ataques, e ao entrar efetivamente no debate relativo ao programa para o município ele categórico ao citar como proposta o fim do pagamento das dívidas do município com a união, Altino afirma que sua primeira medida caso eleito seria suspender o pagamento da dívida, que segundo ele corresponde a R$ 300 milhões por mês desta forma isso iria ‘gerar dinheiro’ e nestas condições discutir com os trabalhadores e os setores mais pobres da sociedade a melhor forma de empregar os recursos.

O candidato fechou a questão apontando para a principal bandeira do partido neste momento que é o ‘fora todos com eleições gerais e novas regras’.

Segundo o entrevistador Kennedy Alencar o partido fará 23 anos com pouco sucesso da legenda em disputas eleitorais nesse sentido ele foi questionado se não seria mais realista uma frente partidária entre as ‘pequenas legendas’ e mais uma vez foi taxativo quando indicou o formato das eleições e o peso do dinheiro como um problema que estabelece a impossibilidade de uma frente e demonstrou a ausência de um acordo programático entre as legendas.

Para Altino, isso acontece pelo fato de o dinheiro predominar nas eleições. Segundo ele, Russomanno, Doria e Marta representam candidaturas dos empresários, mas não poupou de críticas ao PT e PSOL, que para Altino também se aliaram ao empresariado.

Assertivamente falou da desproporção em relação ao tempo de rádio e TV, tema que não tratam no intervalo entre as eleições e refletiu sobre o senso comum que valoriza excessivamente o empresariado e a perspectiva diante da crise econômica e precarização das condições de vida como propulsores da viabilidade da organização a qual pertence reafirmando com isso a defesa quanto o fim do capitalismo e a referência histórica de suas ideias.

Para o candidato, a discussão sobre o Orçamento da cidade deveria ser feita com os representantes dos trabalhadores em vez da Câmara Municipal. ‘Nossa experiência histórica vem desde as revoluções Francesa e Russa, e não reivindicamos o período stanilista’

Defendeu a redução dos salários do prefeito tendo como referência os ganhos de um metroviário, professor, ou operário médio a fim de evitar que a política virasse um meio de vida e assim estabelecendo um teto para toda a burocracia governamental, o candidato também sugeriu que o aumento dos ganhos de prefeitos e vereadores estivessem ligados necessariamente ao aumento dos ganhos do conjunto da sociedade.

Altino opinou acerca do Uber demonstrando que incide neste assunto uma problemática trabalhista, ele argumentou que esta multinacional lucra 25% em cima daquilo que os motoristas produzem sem nenhuma regulamentação que lhes garantam direitos mínimos que permitissem o resguardo desses trabalhadores até mesmo com processos trabalhistas, defendeu a regulamentação tanto de táxi como do Uber de forma que o padrão de serviços do Uber fosse estabelecido para os taxis ao mesmo tempo em que se eliminasse a superexploração dos “uberistas” e similares.

A propósito das pessoas em situação de rua foi bastante genérico sem apresentar uma solução concreta indicando tão somente o diálogo com as entidades que atuam no setor e especialistas para definir as melhores políticas que atendam adequadamente a este público voltando a mencionar a suspensão de pagamentos da dívida como fonte de recursos para atendê-los.

Refutou uma possível ameaça de afastamento do empresariado em virtude de políticas voltada aos trabalhadores, rebateu as terceirizações e para ilustrar isso cita como exemplo o fato de boa parte dos hospitais estarem dominadas pelas Organizações Sociais, que são empresas terceirizadas onde a rotatividade acaba sendo muito grande. Também rebate a história de que o setor privado é mais eficiente. ‘Parece irreal, mas a linha 6 do Metrô que foi passada ao setor privado atrasou’.

Presidente do Sindicato de Metroviários de São Paulo incita reflexão sobre a mudança das estatais, e afirma que o Metrô não tem controle da sociedade. ‘Por que um trem é comprado por duas vezes mais que um trem de Nova York?’.

Em um bate bola o lutador, mas irritadiço sindicalista também se colocou em dúvida sobre a manutenção ou não do minhocão, foi contrário em relação à possibilidade de um pedágio urbano, foi favorável ao serviço de moto táxi, realização de plebiscitos, isenção de tarifas para táxis, mas demonstrou-se contrário ao uso por eles das faixas de ônibus, demonstrou-se favorável as ciclo faixas, a Av. Paulista aberta para os Pedestres, mas contrário ao foro privilegiado para políticos, taxativamente contrário contra a jornada de 12 horas indicando mais uma vez a greve geral, ficou em dúvida sobre a criação do Parque Augusta, e opinou favoravelmente as faixas verdes de pedestres.

 

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