Arte do Oprimido

Crítica de arte: Democracia em preto e branco, uma história à ser contada.

Crítica de arte: Democracia em preto e branco, uma história à ser contada.

Arte do Oprimido
Em meio a um clima de uma ditadura decadente a cena do Rock emergente o Corinthians vivia uma de suas eternas crises, #sqn !!!! Por Leandro Aguiar Não era apenas mais uma, mas  o nascedouro de uma das páginas mais singulares e significativas do futebol mundial, algo que nos distingue significativamente como clube de quaisquer outro  e é como costumo dizer que muitos clubes por ai têm títulos, tradição e eu “bato palmas para eles”, mas apenas nós termos títulos, tradição e história (história operária) e para que não pairem dúvidas quando falo nós digo “Sport Club Corinthians Paulista”. Somos um clube que nasceu das malocas (favelas se preferirem) paulistanas, no bairro operário do Bom Retiro sob influência de socialistas, anarco-sindicalistas operários da “estrada de ferro São Paulo Rail
Pombas urbanas: Arte com nobreza!

Pombas urbanas: Arte com nobreza!

Arte do Oprimido
Por Leandro Aguiar Enquanto estava indo para o Ato UNIFICADO pelo voto nulo na Praça da Sé eu fui agraciado com uma imensa coincidência, a apresentação do espetáculo “Era uma vez um rei...” do grupo “Pombas Urbanas” que eu definiria como um presente dos céus. A trama conta a história de um grupo de mendigos que vivem e trabalham em comunidade resolvem “brincar de poder”, e em sua brincadeira delineiam as relações dentro da sociedade que os marginaliza. O grande mérito da obra é a capacidade de envolver o público em um "jogo" lúdico que envolve humor e crítica política altamente aguda sem perder a leveza de um humor que remete a linda tradição circense e isso ganha ainda mais força quando pensamos no momento político/eleitoral que atravessamos. "Era uma vez um rei..." é um contraponto a
Crítica de arte:Na Quebrada é cinema de Brincadeira

Crítica de arte:Na Quebrada é cinema de Brincadeira

Arte do Oprimido
Por Leandro Aguiar A ideia era retratar a história de cinco jovens da periferia paulistana atendidas pela ONG criar de Luciano Huck, mas na prática o “Na Quebrada” converte-se em um filme institucional da criação cuja trama é “mal tecida” na medida em que todos os holofotes se voltam para Gerson, personagem de Jorge Dias filho do ilustre Mano Brown. Neste contexto o roteiro trata com superficialidade dos dramas nas grandes cidades colocando as suas resoluções no patamar do esforço individual e/ou da sorte e caricaturando bem como fomentando o dó a tipos encontrados nas nossas periferias, pessoas relativamente comuns, apelando a um modal de humor barato e raso. Esperava mais em termos de fotografia, edição e trilha sonora se considerarmos que a “Criar” se propõe transformar a realidade à
Crítica de arte: 1/3 Percepções em “dois mundos”

Crítica de arte: 1/3 Percepções em “dois mundos”

Arte do Oprimido
Por Leandro Aguiar Eu confesso que comecei o livro com certo nível de “confusão mental”, pois ao contrário de obras mais convencionais esse autor estabelece duas narrativas em linhas bastante distintas como se fossem dois livros com objetivos completamente desencontrados, mas isso muda com o passar do tempo. Gradativamente a saga “mítica” vai se mesclando a vida do, para dizer o mínimo, “pragmático” jornalista em uma inferência direta do sagrado no profano, ou seria do Orun no Ayê? Na prática assim como na vida temos as duas dimensões como uma “coisa só”, é o divino e o profano, o sagrado e o terreno que “ocorrem no mesmo plano, mas em vibrações distintas” conformando uma grande introdução que irá permitir a compreensão do porvir. Penso que o livro em dados momentos é excessivamente pe
Chico vezes 70!

Chico vezes 70!

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[sociallinkz] Nascido em 19 de junho de 1944 no Rio de Janeiro, o filho de Sérgio Buarque de Hollanda(1902–1982) e de Maria Amélia Cesário Alvim (1910–2010 mudou-se para a capital São Paulo, onde o pai assumiu a direção do Museu do Ipiranga. Seu latente interesse por música foi bastante reforçado pela convivência com figuras como Vinicius de Moraes e Paulo Vanzolini. Em 1953, Sérgio Buarque de Hollanda fora convidado para lecionar na Universidade de Roma. A família Buarque de Hollanda, então, muda-se para a Itália e com isso Chico aprende dois idiomas estrangeiros, na escola fala inglês, e nas ruas, italiano. Nessa época, compõe as suas primeiras marchinhas de Carnaval. Regressa ao Brasil em 1960. No ano seguinte, produz suas primeiras crônicas no jornal Verbâmidas, do Colégio Santa Cr