Commune –se no noroeste Paranaense.

Vocês vão notar que eu falo muito na primeira pessoa, mas isso em nada tem a ver com uma crença que aquilo que apresento será uma fórmula mágica para a revolução, sim a revolução, a revolução social nos moldes comunistas e muito mais do que marxistas.

Nestas primeiras linhas você já tem informações importantes para tomar algumas medidas, você pode parar de ler caso julgue que está tudo muito bom, ou que tem problemas e requer apenas alguns ajustes, você também pode fazê-lo caso se intitule marxista, no entanto não entenda a ampla corrente das esquerdas englobando as mais diversas correntes que reivindiquem esta alcunha ou os anarquistas, ou caso você seja um destes, porem esteja curioso como será o desfecho do seguinte relato poderá seguir lendo.

Esta última também é uma opção válida para quem pertença a uma corrente mas entenda a necessidade do diálogo com quem seja de outras correntes, ou até mesmo de nenhuma, a mesma alternativa que você que chegou até este ponto e não se vê identificado em lugar nenhum.

E eu ressalto o viés “comunista” em detrimento da concepção de marxista por defender como deve ter ficado muito claro uma ampla aliança das esquerdas contra a burguesia, reivindico a concepção clássica de uma sociedade comunista em detrimento da associação imediata com o chamado socialismo científico de Marx, e não por tê-lo  abandonado, sigo tendo divergências com os camaradas porém a pergunta que fica para mim é: “Em um contexto de tantos ataques e em tempos de um odioso golpe institucional perseguição de movimentos sociais e afins, o que nos aproxima”?

Hoje é bastante diferente dos anos noventa quanto comecei minha militância quando haviam poucas alternativas com visibilidade até pelo pouco acesso à internet por ser mais lenta e cara e a inexistência de redes sociais, ainda assim sinto não haver diálogo, sinto que mais do que nunca existe entre as muitas correntes a necessidade de se impor a pauta da luta sem a reflexão de construir uma base considerando aquilo que temos acordo e esse é o Cerne da proposta do Commune-se, um conceito ligado ao “Escola dos Communs” o meu blog pessoal.

Obviamente como todas as iniciativas e a militância eu sinto a conjuntura e sou atingido por ela e isso reflete na proposta que ao contrário muito mais do que gerar conteúdo é agregar, trata-se de utilizar os meios disponíveis para abrir espaço de debate e com isso criar condições de aproximação, Commune-se é em essência “tornar comum”, pertencente a todos, e é nesse sentido que proponho uma linha de trabalho.

Não sei se é adequado a manutenção do nome ou a criação de um outro que delimite a autonomia política e editorial dessa intervenção, também podemos criar um nome e tornar o Commune-se uma rede de blogueiros e produtores de conteúdo de esquerda, essa seria um primeiro passo que em minha opinião é importante pois define a identidade pública, em um segundo momento criamos os blog e contas em redes sociais  com a respectiva divisão de tarefas isso tem haver diretamente com pensar um projeto editorial para essa intervenção que tenha expresso a cara e os propósitos de vocês.

Notem que eu não falo em programa político, notem que eu não falo em qualquer tipo de fidelidade, ou vinculo na medida em que não é proposta organizar ninguém, insisto, você pode estar organizado e ser parte, ou não e também a opinião expressão em um artigo pode ser a opinião do todo ou não e se não for é possível publicar um outro com o contraponto.

Mas se eu não escrevo? Colabore fotografando, filmando, desenhando, ou se utilizando de qualquer outro meio na medida que o outro objetivo além do diálogo entre os militantes é utilizar as redes para falar com a trabalhadora e trabalhador comuns ampliando a discussão que ocorre de forma rasa na mídia burguesa comercial, queremos chegar depois, a ideia não é concorrer com essas estruturas de mídia, até porque seria impossível, mas como diz João Moreira Salles da Revista Piauí, nosso objetivo é chegar depois para fazer a análise dos fatos, olhar para aquilo que ninguém olha ou então olhar para os fatos que todos olham, mas por um ângulo que ninguém olhou.

Vamos nacionalizar os debates que estão presentes no interior do país, vamos demonstrar os ataques invisíveis aos olhos de quem vive nas grandes capitais, vamos demonstrar os impactos das políticas de retirada de direitos de Michel Temer em pequenas cidades como Campo Mourão, Cia Norte, Umuarama, Paranavaí, ou Maringá e entender que é necessário tirar políticas nacionalmente e não apenas para “Rio e SP”, vamos denunciar o Coronelismo contemporâneo e o real significado da conciliação de classes para quem está mais exposto.

Se isso vai indicar que em algum momento haverá a adesão como grupo ou individualmente a uma corrente política eu não sei, talvez seja necessário, talvez precisemos avançar para uma engrenagem mais complexa de luta que supere os erros cometidos até agora e consiga transpassar o refluxo de consciência das massas que estamos experienciando.

O objetivo não é a imposição de um novo paradigma moral, mas por uma novo mundo onde eu ou você tenhamos o direito de sermos aquilo que quisermos sem sermos julgados para isso, portanto fica o convite público, e que esta seja uma semente de uma organização social que implante no seio do movimento um instrumento de imprensa classista, independente, autônomo e realmente livre e assim como foram vanguarda com seus estudantes e professores no enfrentamento ao odioso Beto Richa que sejam vanguarda na efetiva liberdade de expressão.

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