Crítica de arte:Na Quebrada é cinema de Brincadeira

Por Leandro Aguiar

A ideia era retratar a história de cinco jovens da periferia paulistana atendidas pela ONG criar de Luciano Huck, mas na prática o “Na Quebrada” converte-se em um filme institucional da criação cuja trama é “mal tecida” na medida em que todos os holofotes se voltam para Gerson, personagem de Jorge Dias filho do ilustre Mano Brown.

Neste contexto o roteiro trata com superficialidade dos dramas nas grandes cidades colocando as suas resoluções no patamar do esforço individual e/ou da sorte e caricaturando bem como fomentando o dó a tipos encontrados nas nossas periferias, pessoas relativamente comuns, apelando a um modal de humor barato e raso.

Esperava mais em termos de fotografia, edição e trilha sonora se considerarmos que a “Criar” se propõe transformar a realidade à partir do cinema profissionalizando jovens para atuarem no ramo como observamos em sua página oficial:

fsrterterfaf

Não vale à pena o ingresso, sequer o deslocamento ao cinema e para falar a verdade a única coisa que compensou a tarde foi a companhia da minha querida amiga e irmã de fé Sil Gomes que definiu a obra com um brilhantismo desconcertante: "E aí que eu vejo muitos amadores que podem ser profissionais e muitos profissionais sendo "amadores". ‪#‎filmeruim‬"

Também não enxerguei nenhuma atuação que saltasse aos olhos ao ponto de merecer atenção especial, via de regra faltou intensidade e um trabalho mais elaborado de construção de personagens. Luciano Huck e sua equipe brincam de fazer cinema e o "Clã dos Brown" parecem não ter mais nada o que fazer e brincam de ser atores com o aval do "oligopólio dos Marinho."

Leandro Aguiar  é filho de Xangô, foi um dos lutadores que foi demitido pelo Governo Geraldo Alckmin por fazer greve na Fundação CASA exigindo melhores condições de trabalho, atualmente é professor na rede pública estadual e editor do Blog Escola dos Communs.

10155366_640365082683988_7321923229952232498_n

Deixe uma resposta