Mídia Ninja e Casa Fora do Eixo são alvo da ilegalidade oficial.

Sem mandato ou justificativa legal militares agridem ativistas e convidados em evento cultural da Mídia Ninja e Casa Fora do Eixo.

É comum observarmos argumentações de que o bandido vai receber “X” do estado, estará preso às custas do contribuinte, mas episódios como esse ocorridos na sede do “Mídia Ninja” e “Fora do Eixo” mostram o real caráter do militarismo e o seu papel social, emblemático notar que uma ocorrência como essa se dá em meio a uma intensa crise do sistema carcerário? Crise do sistema carcerário ?!?!?

Não, a crise é do “estado de direito” que garante direitos apenas para alguns de nós e marginaliza o “restante”, a crise é do liberalismo burguês que toma como base de sua sustentação a miséria de alguns milhões de pessoas para o conforto destes poucos detentores de direitos, a crise é dos fundamentos morais dessa sociedade e que justifica o “recrutamento” de trabalhadores para suas forças policiais e sua militarização.

Ser militar significa fazer cumprir em armas aquilo que os governos defendem, basicamente é a prática da segregação social através do racismo, machismo, xenofobia e homofobia características que somadas ao perfil socioeconômico criam o suspeito padrão, umx “sujeitx” que é automaticamente consideradx criminosx, um conceito descabido que desqualificaria imediatamente qualquer discurso nesse sentido.

Em nota em seu site o “Mídia Ninja diz”:

“A onda conservadora que assola o Brasil e o mundo autoriza a violência e normaliza casos como esses, em que a Polícia se sente no direito de invadir um espaço de resistência e atacar pessoas sem se preocupar com as consequências.

Continuaremos na luta contra o autoritarismo, o abuso de poder e a força das armas. O Fora do Eixo e a Mídia NINJA reforçam seus valores pacíficos, a importância das ações culturais e engrossa o coro pela desmilitarização da polícia brasileira, uma das que mais mata e morre no mundo. Não vão nos intimidar.”

Já a “Fora do Eixo” diz:

“Devo dizer que a Secretaria de Insegurança Pública, que mostrou suas garras neste último domingo contra a Casa Fora do Eixo, não vai se criar por aqui.

Estamos atentos e não vamos deixar que um Estado policial se instale novamente entre nós. Vamos continuar aquilo que sabemos fazer, que é a resistência através da arte, da cultura, da solidariedade.

Se isso incomoda alguém, é esse alguém que está errado. Nós vamos prosseguir na luta!”

O “Escola dos Communs” se solidariza aos camaradas, louva sua disposição em seguir, mas fraternalmente discorda da análise não é a escalada conservadora que faz isso ocorrer, já vimos situações similares em outros tipos de organização com posicionamento político mais à esquerda em outros períodos, conjunturas, conjunturas, estados, etc.

A experiência vivida pelos “compas” é a expressão do fracasso das políticas anti-drogas, das políticas repressivas de criminalização a juventude negra e periférica, somados aos elementos que traçamos anteriormente.

A lógica que “legítima” esse tipo de ação é justamente a ausência de ampla democracia e o atual momento apenas faz aprofundar aquilo que vivenciamos e presenciamos diariamente chegando ao cúmulo de esses mesmos que conclamam o estado de direito simplesmente recusarem ser intimados e cumprir as determinações de seu judiciário. Renan faz isso, Alckmin faz isso, e o fazem com a certeza do comprometimento do magistrado com seu projeto político.

Isso também nos dá essa certeza, e dá a certeza de que ninguém está livre neste momento, quer sejam eles autonomistas, ou socialistas, e a unidade é questão de necessidade.

Estamos juntos na discussão da descriminalização das polícias militares, e vou além, discuta-se a descriminalização das drogas, mas principalmente vamos nós discutir um programa de frente única objetivo, consequente e combativo com bases na independência de classes e na revolução social como perspectiva.

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