Leandro Aguiar

Muito prazer!

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Muita gente fala de mim, gente que não me conhece e que não tem o direito de estabelecer juízo de valor sobre quem ou aquilo que não conhece. Tenho algumas virtudes e uma porção de defeitos, não sou nem bom e nem mau, apenas sou... Resultado de meus princípios, valores e escolhas, portanto antes de falar entenda a minha cosmovisão, e se é para me expor que seja a partir de minha ideação (ou seria ideofrenia?) e quando terminar se por ventura você não gostar sugiro que você se insurja, rebele-se, subleve-se, amotine-se e em um ato tresloucado arranque as calças pela cabeça e a pisoteie ferozmente.

As mesmas coisas que me fazem “mal-humorado” me tornam “bem humorado”, aquilo que me torna “cruel”, me humaniza, aquilo que me obstrui também me empurra para a frente e por isso quem vale à pena e vai lutar comigo e por mim ou está ou vai chegar em minha vida e quem se foi f#$@-se!!!

História se faz em movimento!

Nascido em 24 de junho de 1979, em São Paulo no antigo Hospital São José do Belém, já morei nos Bairros Vila Maria, Cidade A.E Carvalho, Jd. Joamar, Lauzane Paulista e Vila Natal.

Estudei na Wanny de Salgado Rocha, Marechal Rondon, Albino César no Colégio Flamingo onde cursei o ensino fundamental embora tudo tenha começado na EMEI Tomaz Antônio Gonzaga, escola que concluiu o letramento que minha Vovó (Vandira) começou e que é essencial para entender quem, e o que eu sou.

Militei em grupos de teatro amador e organizadamente no PT durante dez anos, e PSTU, neste momento... Bom o momento está sendo construído.

Invento-me e reinvento constantemente, me transformo cotidianamente e alcançar aquilo que alcancei são práticas militantes da minha militância de vida, mais que isso sonhar com o porvir e olhar de maneira altiva para o futuro significa dar uma cusparada na cara do sistema e eu faço isso desde sempre.

A vida forja!

Negro! Periférico! Pobre! Professor...

Na escola o aparato do estado burguês não somente é de péssima qualidade, mas também reforça sua condição de inferioridade em relação ao conjunto do corpo societário, a briga de sua vida neste caso é a briga pela sua formação para criar um arcabouço intelectual que lhe dê minimamente alguma competitividade em relação aos demais e só então será possível pensar em casa, carro e outras tantas regalias que a "democracia lhe permite”.

Honestamente? Peço perdão pela ausência de modéstia,sei o que quero quem sou e aquilo que passei para isso, a primeira grande mudança de minha vida ocorreu entre os treze e quatorze anos quando ao produzir teatro tomei contato com uma gama de reflexões que não faziam parte do meu mundo, além disso, fui me enxergando como parte de uma totalidade maior algo muito além da barra da saia de minha mãe, depois aos trinta anos quando [...] seguido da minha formatura me impactaram sobremaneira ,e me acresceram uma dose desmesurada de responsabilidades, tudo coincidindo com a entrada na Fundação CASA.

O caminho onde fui e voltei do PSTU, o caminho entre encontros e desencontros, sofri um ataque brutal ocasião em que eu quase morri. QUASE!!!

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Renasci pra que ainda que afastado do trabalho pelo INSS enfrentar uma radicalizada campanha salarial que nos levou a uma greve de treze dias e para junto dos companheiros de minha categoria alcançar algumas vitórias pontuais e atingir o posto de “persona no grata” da Presidência da FEBEM e a resultante disso foi a minha demissão disfarçada de “reprovação nas avaliações do estágio probatório”. (Um perseguido político de Geraldo Alckmin)

Minha passagem pela Fundação me fez outro e foi marcada por uma forte militância de base e atuação profissional bastante contestatória, como agente educacional eu marquei minha atuação pela altercação contra a postura truculenta da instituição e que é tida como regra, algo normal, não por uma, ou duas vezes combati falas racistas, machistas e homofóbicas, dentro dos limites físicos da instituição fiz a defesa aberta do povo do Pinheirinho entre outros, (inclusive com a exibição do documentário “Somos todos Pinheirinho”) levando informação e reflexão acerca de sua (jovens internos) própria condição, por algumas vezes fiz intervenções orientando-os abertamente sobre seus direitos e providenciando xerocópias do Estatuto da Criança e do Adolescente algo ali considerado subversivo e duramente acoado por esta razão.1613861_10201621542729824_8381253029518506527_n

Desisti de lutar devido a minha falta de vontade de voltar ao chamado “ambiente socioeducativo” e pela convocação para assumir cargo de professor titular do sistema público de educação do Estado de São Paulo em uma nomeação absolutamente atribulada que consegui “levar” aos trancos e barrancos.

Em meio a uma coisa e outra fui gradativamente olhando para mim mesmo e descobri ser filho de asè e ao cuidar dos meus Orixás algo que surgiu no segundo semestre de 2013 retornei “de mim a mim mesmo”, um respeito necessário a minha essência e ai não precisa acreditar, fé apenas se respeita.

Não tenho dúvidas que estes caminhos foram traçados pelo senhor Exú e pelos Babás Oxalá, Xangô e Ia Oxum que me levam a ter clara a primeira meta estabelecida, minha iniciação de Santo (raspagem de cabeça) e que não entrarei em detalhes porque não é o espaço e nem o modo mais correto, e que pode ser explicada apenas pela necessidade de trabalhar a minha espiritualidade que encontrou no terreiro “Ilê Obá” e nos braços afetuosos de pai Rodney de Oxóssi e Mãe Débora de Nanã um lugar onde havia conselhos e acalanto mais do que essenciais para o momento.

Por outro lado foi lá também que encontrei estímulo para repensar a minha meta de ter um cantinho novamente me reinventando, faz parte disso o projeto do Escola dos Communs a minha terceira grande meta que de alguma forma trouxe algumas indicações profissionais que foram apontadas nos búzios, no entanto não dá para falar de tudo isso sem falar de Pai Ventania.

Sou de Candomblé, é lá que me sinto bem que me sinto “em casa, mas não há como negar o impacto da convivência no tempo de Umbanda Caboclo Ventania, através dos irmãos e irmãs que lá fiz me senti mais fortalecido e com isso despertei toda a minha plêiade de encantados (protetores) que me orientam vigiam e cobram sempre que necessário em especial o Caboclo Sete Flechas, Sr João caveira das Almas e claro senhor José da Estrada (Zé Pelintra).

Essencialmente sou hoje o Escola do Communs, que mais do que uma proposta é um projeto de vida que reafirma minha vocação revolucionária, inevitavelmente é um canal aberto para todos os movimentos sociais, estudantis e organizações de classe e independentes operando pelos seus projetos.

Também sou um professor, não somente de direito, mas de fato e para, além disso, espiritualmente me encontrei no candomblé e com as bênçãos do Olorun vou tentar me aproximar daquele “Leandro original”, independente do local onde isso irá ocorrer.

Fundamentalmente um adepto das ideias de grandes mentes como Marx, Lênin e Trotsky entre outros, sou filho, neto, primo, “tio” irmão… Sou historiador, sonhador, Corinthiano e maloqueiro.

Muito prazer, Leandro Aguiar!

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7 Comments

  • Leandro Aguiar

    Não meu querido, citei aqueles que me são referência. Se me acompanha minimamente sabe que sou Trotskista e por isso considero Stalin um burocrata, assassino e covarde.

  • Leandro Aguiar

    Hum? Caluniador? Não sei sobre o que fala irmão, mas não se pode agradar à todos.
    E cá entre nós, alguém que manda um comentário com perfil fake não pode ser levado a sério.

  • Marcia Regina Rondelli

    Talvez a "nossa" graça seja ser como fomos desde a primeira vez: brigar. Mas é porque todas as vezes acabamos fazendo as pazes. Muito, muito prazer!

  • Cida Almeida

    Muito prazer! Cida Almeida, mãe, leonina,palhaça, filosofa, artista de teatro, baiana, sonhadora, Corinthiana e briguenta! Procurando ser mais ponderada na escuta e percepção do outro e buscando reinventar caminhos!

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