Ocupação do NRE, Núcleo Regional de Educação de Campo Mourão – Resistência contra mais um golpe de maldade do Beto Richa.

Por Cristiane Real Ramos, assistente Social CENSE Campo Mourão
Nesta manhã chuvosa (30/01/17), os profissionais da Educação de Campo Mourão e região mostraram mais uma vez a sua força e capacidade de resistência. A ocupação consiste em um protesto contra a Resolução 113, que se já não bastasse a situação precária da Educação no Paraná, ainda prevê a eliminação de 7 mil vagas de professor com a redução da hora-atividade de 33% para 25% e pune os profissionais com a não atribuição de aulas extraordinárias em virtude de licença médica.
Professores ocupando N.R.E. na manhã de 30/01/2017
Esses mesmos heróis que se alojaram em frente ao Núcleo de Educação hoje, foram vítimas do massacre promovido pelo governador Beto Richa, quando em 29/04/2015 deu ordem para atirar com balas de borracha e jogar bombas de efeito moral nos servidores que tentavam ocupar a Assembleia Legislativa para impedir os ataques à Paraná Previdência, dentre outras reivindicações legítimas dos servidores públicos do Estado. Todos devem se lembrar do show de horrores daquele dia que jamais será esquecido. Até mesmo helicópteros foram utilizados para jogar as bombas, deixando aproximadamente 200 pessoas feridas.
Massacre no Centro Cívico 29/04/2015
Nós, trabalhadores e estudantes precisamos apoiar esta luta que também é nossa. A resolução 113 desempregará professores e afetará ainda mais a qualidade dos serviços prestados. Quem convive com professores sabe como é árdua a rotina desses profissionais. Eles são os únicos servidores públicos que levam serviço para casa e enfrentam as sequelas da violência estrutural e demais problemáticas sociais em sala de aula sem as condições mínimas de trabalho.
Punir os professores que precisaram se ausentar por problemas de saúde é inadmissível. Nós trabalhadores temos o direito ao afastamento do trabalho para tratamento de saúde. Muitos desses professores que se ausentaram das suas funções, o fizeram para tratamento enfermidades, que são consequências da sua atividade laborativa, o que inclui superlotação de salas de aulas, condições precárias de trabalho e limitação da sua atuação profissional por condicionamentos burocráticos autoritários em seus planos de ação.
Assim como no ano de 2016 apoiamos as ocupações estudantis, devemos agora nos reunir e apoiar esses profissionais, que fazem parte da nossa história individual e que são fundamentais na estruturação da sociedade. Os ataques que eles vem sofrendo diz respeito a todos nós. Em um país que o capital financeiro, o pagamento da dívida pública é priorizado em detrimento da qualidade de vida dos cidadãos, a palavra de ordem é LUTAR E RESISTIR!
Vamos todos visitar os Núcleos e oferecer apoio aos professores. Estudantes, pais e comunidade, não se omitam! Tomem posição. Nossos inimigos são os poderosos, a elite, que personificados na figura do Beto Richa estão a cada ano promovendo mais ataques de maldade contra a Política Pública da Educação, para a qual contribuímos com impostos.
Vamos à luta!
“ O professor é meu amigo! Brigou com ele brigou comigo!”
“Fora Beto Richa!”

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