Onze anos depois acaba a trégua entre Alckmin e Marcola. São Paulo está em alerta.

Em 2006 onda de ataques colocou a polícia de SP na mira do PCC.

Nesta segunda feira (09/01) fiz um Editorial para este mesmo blog com uma análise do óbvio Ululante, ou seja o PSDB tem um acordo de cavalheiros feito com os principais chefes do PCC que data de 2006 um acordo necessário para barrar a onda de ataques que ocorreu por todo o estado na época.

Aparentemente motivada por ações policiais contra a facção a onda de protestos que no próximo mês de maio completará 11 anos de sua ocorrência terá como “comemoração” sua reedição já no próximo mês de fevereiro.

Em cadeia nacional de rádio e TV o advogado do PCC e Ministro da Justiça do governo golpista de Michel Temer se pronunciou anunciando o envio de 200 homens da Força Nacional aos estados de Roraima e Amazonas, o próprio Temer também se manifestou em entrevistas em evento no Rio Grande do Sul anunciando a construção de presídios, medida classificada por ele como “imperiosa”.

E na “sucursal” paulista do golpe o secretário estadual de Administração Penitenciária de São Paulo, Lourival Gomes afirmou que “...o estado não está livre de motins, mas negou o estado de alerta, segundo Lourival “...não é possível comparar os episódios que aconteceram no Norte do país com a situação paulista.”

Neste cenário o jornalista Claudio Tognolli afirma que o secretário Paulista mente, Tognolli em seu blog informa que em 14 de dezembro foi determinada a transferência de toda a cúpula do “Comando”, nominalmente: Marcos Herbas Camacho (Marcola), Antônio José Muller Junior (Granada), Paulo César Souza Nascimento Júnior (Neblina), e Paulo Pedro da Silva (Beiço), e Valdeci Francisco Costa (CI).

Tal punição viria como resposta as recentes denúncias que vieram através da “Operação Ethos”, onde 54 pessoas foram denunciadas por associação criminosa e corrupção, basicamente o “Conselho Deliberativo” do PCC, atualmente na penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP);  e o grupo de advogados denominado “célula R”, além do ex-vice-presidente do Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana), Luiz Carlos dos Santos.

Categoricamente o jornalista diz em sua matéria “que um telefonema disparado do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, à autoridade que determinou o RDD para Marcola, pedindo o não Cumprimento da punição por Marcola um pedido que não fora atendido, ocorre que o acordo entre a cúpula da “Tucanalha” e o PCC previa que ele sairia deste regime fevereiro de 2017 (durante o período de carnaval), quando vence seu RDD, um acordo que não será cumprido e que motivaria a reedição dos episódios de Maio de 2006.

Não é preciso ir longe para notar aquilo que o “Escola dos Communs” pontuou em seu Editorial, as políticas de segurança que levam a essa situação são aquelas que beneficiam especuladores e grandes empresários, o PSDB ao implementar sua políticas “Neoliberais” de minimização do poder público estabelece também o aprofundamento das políticas de marginalização e encarceramento da juventude negra e periférica e o resultado é que parte desse contingente será ao longo dos anos 90 e 2000 absorvida pelo próprio PCC e o restante estará  solto a sua “própria sorte”.

Os embates entre facções não podem ser encarados apenas como uma “contenda entre grupos rivais”, é também o resultado do atual momento político e econômico que vivemos, os narcotraficantes sentem como todos a crise (“Afinal, não está fácil pra ninguém”), e a ruptura entre as duas facções criminosas (PCC e PSDB) é apenas a cereja no bolo de algo muito mais profundo, significa efetivamente a falsa diminuição das desigualdades sociais, significa o fracasso do modelo de militarização das polícias, significa a ausência de políticas sociais, significa a falência das instituições burguesas, significa o saldo do endividamento do estado, enfim... E quem vai pagar a conta economicamente e talvez com a própria vida será você, serei eu, enfim seremos nós.

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