Projeto Editorial: A semente de um instituto?

1. Introdução:

O “Escola dos Communs” tem entre idas e vindas aproximadamente doze anos, período em que alterou seu nome, plataforma e até o formato por diversas vezes, mas nunca o seu propósito central que é a construção de um veículo independente de partidos, sindicatos, governos e patrões capaz de atuar nas bases dos movimentos sociais e políticos de esquerda com a finalidade de informar, analisar e propor políticas de enfrentamento ao “status quo”. Nesse sentido somos iguais mas diferentes ao que existe disponível, somos iguais por termos a firme convicção de que existem revolucionários em vários lugares, somos iguais na medida em que entendemos que as diversas organizações estabelecem suas próprias táticas, ainda assim o objetivo é único, a saber, a construção de uma sociedade livre de opressão e exploração e para isso a consequente queda do capitalismo e sua estrutura de poder, mas somos diferentes na medida em que todas as iniciativas que estão postas sem exceção são parte ou são financiadas por alguma estrutura existente e dessa forma sem a independência ou até agilidade necessárias para alterar encaminhamentos, para estabelecer leituras autônomas, ou até reconhecer méritos para além de suas fronteiras de influência. Faremos política sim, mas resgatando a premissa básica de doze anos atrás:

“Não pretendemos dar a linha ao movimento, nem mesmo estabelecer o conceito de “moral revolucionária”, não viemos para organizar ou articular, mas para refletir, pensar e elaborar acerca das relações interpessoais nas bases e o proletariado como sujeito histórico da sonhada e necessária revolução mundial. O “Escola dos Communs” é instrumento, trata-se de um canhão apontado contra as têmporas da burguesia”.

Neste contexto obviamente não se trata de “comunicar por comunicar”, nada impede de sermos divertidos, no entanto ao estabelecer nesta definição os parâmetros de independência, classismo, internacionalismo nos limites do Trotskismo nos impomos a responsabilidade de inferir e ai voltamos ao início do texto diante da pergunta que deve se fazer neste ponto, de que forma se dá esta intervenção?

2. Projetos:

Os projetos sempre partem de uma demanda seguindo a lógica “Problema/Solução” e isso significa necessariamente ser parte do movimento de alguma forma, de tal modo que ainda que se crie uma estrutura de responsabilidades através de conselhos ou mesmo as Editorias isso não vai entrar em confronto com a militância orgânica de cada umx, pois buscamos incorporar essas contradições. A dinâmica “Problema/solução” se atrela a participação de seus propositores no movimento organizado por uma razão simples, a concepção de que os problemas devem ser efetivamente sentidos na base e não somente uma elucubração uma conexão que impõe a sua organização para que se concretizem. Portanto partimos sempre de uma pauta que deve preceder o levantamento de dados e informações que por sua vez sirvam de subsídios a efetiva intervenção através dos GTs sendo na maioria dos casos transitórios e necessariamente serão concluídos com a produção de algum conteúdo em multiplataformas para ampla divulgação , o grande mérito disto é que ao não termos ligação institucional, política ou econômica com ninguém os projetos podem ser colaborativos agregando em seu bojo pessoas com ou sem inserção orgânica com elas nos colocando livres para até mesmo receber o apoio formal de uma ou mais correntes e para que isso ocorra basta a simples aceitação destes termos que não transige somente em relação a independência política e econômica, mas não abrimos mão em hipótese alguma da independência editorial. Essa dinâmica também é pensada para garantir desde este momento que quaisquer acordo independente da afiliação de seus membros seja meramente programática, ou seja publicamente colocamos que outros fatores para além dos expostos nesta linha original não serão aceitos e a sua reforma não deve ocorrer sob hipótese alguma durante o transcorrer das “empreitadas”, devem ser comunicadas com no mínimo três meses de antecedência e no caso da constituição de conselho editorial este deverá aprovar em reunião deliberativa por no mínimo dois terços de seu contingente. Notem que ao entender o processo também estamos criando uma estrutura de trabalho:

2.1. Antes de seguir, qual é a razão da transitoriedade dos GT’s?

Trabalhamos não só com a hipótese da produção de conteúdo virtual, mas também com intervenções concretas e essas intervenções vão se realizar como workshops, cursos, palestras, exposições, apresentações artísticas, etc. E na maioria desses casos, uma vez realizada a intervenção o grupo se desfaz para esta finalidade caso não estejam previstos desdobramentos, na concepção de cada uma deverá ser prevista a abordagem, técnica utilizada, prazos que poderão ser adaptadas ao longo do processo, um exemplo disso é o teatro, um tipo de intervenção desejável e necessária, mas que pode modificar a existência do GT conforme o projeto empreendido. Se a escolha for a produção de um espetáculo em específico deve-se definir o roteiro, elenco, equipe técnica, os recursos, necessários, local de apresentação, periodicidade de ensaios, duração da temporada, formas de divulgação, porém uma vez encerrada a temporada o Grupo necessariamente se desfaz exceto se a partir da produção outras ações como debates, ou haja a confecção de obras literárias correlatas. Outra possibilidade também utilizando o formato “teatro” é a de através do “Escola dos Communs” fomentarmos a criação de companhias amadoras nos espaços que ocupamos, nestas circunstâncias uma vez implementado o grupo se desfaz, exceto se a proposta for a de atuar como um vetor de fomento a estas iniciativas, neste caso ele não se desfaz, mas parte para outro projeto e deve agregar o estudo de caso que permita verificar locais em que potencialmente existam condições de atuação do GT.

2.1.1. Em tempo!

Considerando que observamos as possíveis “contradições e divergências” como elemento constituintes de nossa estrutura ainda que ideologicamente sejamos Trotskistas nestes termos por coerência o diálogo irá existir com todas as correntes, e mesmo com aqueles que não tiverem clareza em relação a isso, a estrutura que segue abaixo irá demonstrar como é possível construir uma proposta que apesar de intimamente vinculada ao seu editor e as suas convicções conseguimos ampliar os debates e interagir de tal modo a buscar aquilo que nos aproxima e discutir honestamente as diferenças. 2.2. Organização: Toda e qualquer responsabilidade acerca do Escola dos Communs recairá sobre mim, o próximo biênio que se findará em Dezembro de 2018 deve ser um período para a formação de um conselho consultivo, o Escola dos Communs é neste cenário apenas uma semente que vai disseminar projetos e novas estruturas, é pensado para ser uma incubadora de projetos e iniciativas. Este conselho que será formado por todos aqueles ou aquelas que se alinharem as diretrizes deste projeto editorial e terá a função de orientar as ações, sugerir mudanças, apontar caminhos estabelecendo assim as metas periódicas assim como interagir como “consultores” em cada “intervenção”, será facultado a estes inclusive apresentação de projetos e a conformação dos GT’s abraçando campanhas ou pautas que forem consenso entre os membros. Claro que é preciso pensar concretamente e esta é uma estruturação que prevê uma temporada de maturação e construção necessária para absorver possíveis mudanças, com ela prevejo o crescimento do projeto e a manutenção dos parâmetros de independência tanto para as futuras “organizações” quanto para o Escola dos Communs. Será uma prerrogativa dos Editores de cada projeto a nomeação de um conselho editorial, instituindo uma coordenação por área que facilite a cobertura e com isso amplie a rede.

2.2.Organização:

Toda e qualquer responsabilidade acerca do Escola dos Communs recairá sobre mim, o próximo biênio que se findará em Dezembro de 2018 deve ser um período para a formação de um conselho consultivo, o Escola dos Communs é neste cenário apenas uma semente que vai disseminar projetos e novas estruturas, é pensado para ser uma incubadora de projetos e iniciativas.

Este conselho que será formado por todos aqueles ou aquelas que se alinharem as diretrizes deste projeto editorial e terá a função de orientar as ações, sugerir mudanças, apontar caminhos estabelecendo assim as metas periódicas assim como interagir como “consultores” em cada “intervenção”, será facultado a estes inclusive apresentação de projetos e a conformação dos GT’s abraçando campanhas ou pautas que forem consenso entre os membros.

Claro que é preciso pensar concretamente e esta é uma estruturação que prevê uma temporada de maturação e construção necessária para absorver possíveis mudanças, com ela prevejo o crescimento do projeto e a manutenção dos parâmetros de independência tanto para as futuras “organizações” quanto para o Escola dos Communs.

Será uma prerrogativa dos Editores de cada projeto a nomeação de um conselho editorial, instituindo uma coordenação por área que facilite a cobertura e com isso amplie a rede.

3. Identidade:

3.1.

3.2.

As imagens acima estão definidas como logomarcas oficiais do Escola dos Communs os emblemas definidos nos subitens 3.1 e 3.2 do tópico 3. “Identidade”, tendo na figura central a releitura da Foice e do Martelo que faz alusão a um jogo de canetas e com isso estabelecendo uma conexão com a nomenclatura “escola dos Communs”.

3.3. Definição do nome

Como eu já disse anteriormente estes são conceitos, formas que foram ajuizadas nos últimos 12 anos, período em que sofreram diversas alterações, como Escola dos Communs o projeto existe desde 25/10/11 data em que se comemorava (ainda segundo o calendário Juliano) o 94º aniversário da revolução Russa, e a data não foi escolhida por acaso tão pouco o nome. A escolha se deu por duas razões, a primeira para brincar um pouco com essa noção de tempo, a transitoriedade das coisas e a própria reflexão acerca do processo revolucionário, marcar a celebração como um período e não uma data em específico, e a segunda foi uma conjunção dos nomes em uma brincadeira que construiu seu duplo sentido:

Escola

substantivo feminino 1. Estabelecimento público ou privado destinado a ensino coletivo. 2. Sistema, doutrina ou tendência estilística ou de pensamento de pessoa ou grupo de pessoas que se notabilizou em algum ramo do saber ou da arte. "e. de Wagner" 3. Conjunto de pessoas que segue um sistema de pensamento, uma doutrina, uma estética etc. “e. platônica" 4. Conjunto de certos princípios técnicos e/ou estéticos seguido por artistas. “e. clássica" Origem ⊙ ETIM lat. schŏla,ae 'ocupação literária, assunto, matéria; colégio, aula'

Primordialmente o nome foi pensado considerada a intenção de se criar uma estrutura (ainda que virtual) para disseminação de teoria e construção de teorias voltadas ao “ser humano”, pensar a vida em conjunto e a atuação política da base social da sociedade de nosso tempo em perspectiva, histórica e filosoficamente. A nomenclatura se completa com a expressão “Communs”: Comum Adjetivo de dois gêneros 1. Relativo ou pertencente a dois ou mais seres ou coisas. "era nosso amigo c." 2. Que é usual, habitual. "o ano c. tem 365 dias" 3. que se caracteriza pela simplicidade. "roupas c." 4. gram diz-se de substantivo que se aplica aos seres ou objetos da classe que denota, fazendo referência à classe (p.ex.: livro, país, homem, flor, mãe ). Origem ⊙ ETIM lat. communis,e 'id.'

Neste caso me refiro à construção de uma teoria que diga respeito à todos e em contradição com as definições busca seu “significado nobre” dando a noção de pertencimento, “um conhecimento que pertence à todos”, mas não “todos literalmente”, todos aqueles que são mais “comuns”, “ordinários”, “simples”, o trabalhador de base, o trabalhador médio, o proletário. Uma Escola ou Corrente (como preferirem) que fale para estes e que forme quadros e dê voz entre estes, uma “arma” para incentivar a sublevação, a desobediência civil.

Este conceitual foi desenvolvido pelo pensador norte americano Henry D. Thoreau. A desobediência civil consiste na organização de atos públicos nos quais as pessoas simplesmente vão a público não cumprir determinadas leis. Alguns exemplos clássicos: • Os protestos em que mulheres britânicas se acorrentavam em praça pública a fim de conseguirem o direito ao voto. • Entre as décadas de 1920 e 1940, Mahatma Gandhi liderou milhares de indianos em marchas pacifistas que requeriam o fim da dominação inglesa em seu país. • Manifestações durante a Guerra do Vietnã onde jovens norte-americanos rejeitavam o alistamento obrigatório por não concordarem com as razões do conflito.

Nada obstante é preciso que se faça uma releitura em relação ao que se entende por desobediência civil, sobretudo quando em um contexto em que se deve equilibrar a correlação de forças de diferentes linhas políticas. Para doutrinários de Thoreau “desobediência civil” limita-se “a luta contra as leis que detêm um comportamento injusto” e por isso tais ações são necessárias porém de forma ‘espontaneísta’ e sendo assim “não tem a pretensão de subverter todas as leis que regulamentam o Estado.” Para estes ativistas “a desobediência civil tem feição reformista”, na medida em que a mobilização requer apenas a formulação de uma ou outra lei que “satisfaça demandas pontuais de um público seleto”. Os Marxistas não pensam assim, mas para ter essa compreensão uma questão é essencial: “Por que o estado (superestrutura governamental) é tão importante?” Para os Marxistas o estado é terreno da ação política. Como marxistas, queremos mudar o mundo acabando com as classes sociais, todavia não fazemos isso diretamente: não queremos novas relações de produção, nem novas técnicas, muito menos extinguimos fisicamente a burguesia, cremos que para abolir a burguesia como classe, é preciso dotar-se do poder do Estado, aspiramos quebrar a resistência da burguesia e tomar dela a propriedade privada, criando assim as condições para a extinção das classes sociais e com elas de toda exploração e opressão. Entender: O que é? Como funciona? Que formas assume? Como apoderar-se dele? O que fazer com ele? Pelo quê substituí-lo? É principalmente em torno a estas questões que se constroem a estratégia marxista. Também em torno a estas questões se dividem as diferentes organizações que lutam pela direção do movimento proletário e de massas. O Escola dos Communs não é portanto, “somente” um instrumento de comunicação, tão pouco uma estrutura de teorização política, mas um instrumento de comunicação e formação para a luta organizada, consciente e consequente e que busca se somar ao conjunto dos trabalhadores absorvendo aquilo que estes tem de melhor e buscando alternativas para ir além.

4. Estrutura do portal:

Atualmente construído sob a plataforma wordpress ele assume um layout de site, com subdivisões e recursos que buscam conferir funcionalidade e credibilidade, além de permitir a melhor organização das frentes que devem surgir com o tempo, outro objetivo é a de facilitar a navegação e a localização de conteúdos e informações pelos usuários elevando ao máximo a experiência de observar fatos e informações para um outro patamar e sendo efetivamente um projeto experimental onde errar é parte do processo de criação em um híbrido de Jornalismo, arte e educação. Seu menu do topo é essencialmente funcional trazendo informações acerca do Editor, agenda de atividades, e ferramentas para contato e divulgação de possíveis erros, em contrapartida o menu principal abriga efetivamente a base de sua organização sendo as principais categorias:

4.1. Editorial (Artigos produzidos pelo Editor chefe ou a quem ocasionalmente esta tarefa for atribuída em dado momento, representa o posicionamento da publicação sobre questões diversas)

4.2. Editorias (subdivisões por área de cobertura definida por recorte temático) 4.2.1. Arte do Oprimido (arte e cultura, faz referência ao Teatro do Oprimido de Augusto Boal surgida nos anos 70) 4.2.2. Em Movimento (agrupamento de movimentos de base) 4.2.2.1. Estudantil 4.2.2.2. Opressão 4.2.2.3. Sindical 4.2.2.4. Sociais 4.2.3. Especiais (Coberturas extraordinárias)

4.2.4. Política (análise de conjuntura e registros políticos em âmbito interno e externo ao Brasil) 4.2.4.1. Nacional 4.2.4.2. Internacional

4.2.5. Sociedade (Registros gerais acerca de assuntos de ampla repercussão social)

4.3. Povo de Santo (cobertura e análises referentes as religiões e comunidades de matriz africana)

4.4. Colunas (Artigos temáticos divididos por autor)

4.5. Multissensorial (conteúdo multimídia)

4.6. Projetos (projetos em curso)

4.7. Imprensa vermelha (matérias no ar em sites e veículos de imprensa classistas e reconhecidamente de luta)

4.8. Teia Virtual (links de sites de organizações sociais e políticas classistas e reconhecidamente de luta)

Em termos de periodicidade, a maioria das categorias vão oscilar conforme os acontecimentos, exceto os Editoriais que terão periodicidade semanal com publicação as Sextas feiras e as colunas devem variar de autor para autor de acordo com a adesão, mas idealmente mensalmente em casos bastante específicos podemos adequar o calendário para prazos em maior e menor tempo, ficará estabelecido o prazo da tarefa na medida em que forem definidos os prazos na adesão. A formatação dos textos seguirá o modelo do Template utilizado podendo ao longo do tempo estabelecer uma formatação específica conforme incremento de conhecimentos técnicos acerca das linguagens de programação necessárias, em termos de imagem podemos utilizar fotografias e desenhos de domínio público na internet, ou as imagens produzidas pelos envolvidos, o mesmo critério caberá para áudio e vídeo sempre que o material produzido exigir. Todo material produzido será utilizado com autorização expressa de seus autores dando o devido crédito ou produzidos por pessoas envolvidas diretamente na construção do projeto.

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