Projetos

Ao longo do tempo percebi que dadas as condições concretas eu teria dificuldades em conseguir efetivar o objetivo de transformar o “Escola dos Communs” em uma grande estrutura de comunicação de base com “sucursais” e colaboradores e com isso ele passa por uma importante transformação onde os projetos se tornam o centro de sua construção, isso significa um giro na lógica de conteúdos que atraiam audiência para a adoção de uma postura libertária em termos de formas e conteúdos, o que na prática é a implementação de iniciativas experienciais  que inovem em termos de comunicação e difusão de conhecimentos e neste contexto nosso norte passa a ser a qualidade nas relações com leitores e possíveis colaboradores, a ampla interação através de mecanismos virtuais e/ou atividades presenciais que podem ser workshops, palestras, grupos de estudos, a implementação de companhias de arte e com isso a produção de conteúdos e conhecimento que tenham profundidade e que estabeleçam outra ótica e assumindo o desejado caráter experimental.

Um giro que altera parcialmente os objetivos que deixam de ser a “estrutura em si”, neste novo momento através de várias frentes de atuação temos como meta a formação de quadros militantes e dirigentes, a ampliação dos debates com o público em geral e principalmente  questionamento das concessões públicas de rádio e TV bem como a criação de um “sistema de comunicação de comunicação de base” e não somente um organismo, nesse sentido seremos parte daqueles que se organizam e lutam contra os ataques que historicamente são desferidos contra trabalhadores e trabalhadoras, estudantes e movimentos sociais.

Na atual guinada conservadora que temos observado (com origem na crise econômica de 2008) é essencial apontarmos nossa seta para a esquerda convergindo esforços e buscando similitudes para o necessário enfrentamento que tenha a real dimensão e profundidade da crise política que está longe do seu pior momento e de seu fim.

Essas planificações quer sejam de nossa iniciativa ou impulsionados por nós serão a ferramenta deste processo e este texto será atemporal enquanto houver capitalismo, pois enquanto a lógica for a da exploração haverá luta e o “Escola dos Communs” uma arma apontada contra as têmporas da burguesia.